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≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡ 28.1.10

J.D.S. 2010

Sabemos pouco da sua vida mas esta noticia chegou a toda a gente: Salinger bateu a bota. Acontece aos melhores. O que já não acontece sempre, mesmo aos melhores, é entusiasmar meio mundo com um número ridiculamente pequeno de livros e depois, por vontade própria, não fazer nada que se veja.

Salinger tinha um estilo só dele, aparentemente conquistado sem dificuldade. Quando lemos os seus livros, parece que o seu talento para a escrita funciona, em exclusivo, com peças de origem, e que é muito natural, naquele sentido em que é «natural» para algumas pessoas mexer as orelhas através do pensamento ou tocar com a língua na ponta do nariz. Quem passou algumas horas entretido com «The Catcher in the Rye» ou os nove contos, sabe, e tem vontade de dizer a toda a gente, que Salinger era, e nunca vai deixar de ser, um escritor bestial. Apesar do silêncio de décadas, a sua morte significa uma grande perda. Não é preciso procurar muito para encontrar dois ou três escritores vivos também eles muito bons e, felizmente, ainda frescos que nem uma alface (à maneira deles). Mas, se repararmos bem, se tivermos de dar boleia a esses outros escritores para ir a uma festa, não escaparemos a um discreto embaraço, à chegada, porque nenhum desses dois ou três é, na verdade, um escritor bestial. Quando muito serão, à maneira deles, bestiais.

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