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≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡ 18.1.10

Vaudeville

Em vez dos jornais do costume, deveríamos ler mais Joseph Mitchell, um homem de chapéu que escrevia as suas crónicas nova-iorquinas num admirável inglês, mas um inglês discreto e sóbrio, o que melhor serve uma história com pessoas exuberantes e embriagadas.

«No Dick's Bar and Grill começavam muitas rixas, mas nunca acabavam ali. Há um apartamento vago no andar de cima e, quando os clientes desatavam aos socos uns aos outros, A Casa dizia-lhes que fossem para lá e acabassem a rixa. Um dos empregados ajudava-os a subir as escadas, e não tardava nada os clientes em baixo começavam a ouvi-los esbracejar e a berrar palavrões. Uma vez deixaram lá um homem sem sentidos numa sexta-feira, e o adversário desceu as escadas e continuou a beber. No domingo de manhã, o empregado de balcão foi ao andar de cima buscar qualquer coisa e descobriu o derrotado no chão, ainda a dormir. Quando o despertaram e lhe disseram o dia em que estavam, ele não se mostrou zangado. "Assim como assim, andava a precisar de dormir", disse ele

«Descobri o Sr. Holton num snack-bar de um dos seus antigos empregados, numa esquina da Third Avenue. Disse-me que andava a acabar uma dissertação com a qual esperava provar que William Shakespeare era mouro, dissertação essa que começara anos antes quando trabalhava como criado de David Blasco, mas que estava disposto a largar o trabalho por umas horas para me fazer um discurso sobre alguns exemplos de loucura colectiva em 1936. Antes de começar o discurso pediu uma cerveja. O empregado fez deslizar o copo pelo balcão fora. O Sr. Holton apanhou-o e pediu uma colher de sopa. Segurando a colher com delicadeza, o mindinho esticado, recolheu a espuma do topo da cerveja. "Nunca gramei chantilly"».

(Dois parágrafos do absolutamente magnífico livro: «Sou todo Ouvidos», um livro que inclui entrevistas a George Bernard Shaw e a pessoas nuas.)

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