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≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡ 28.2.12

Vernon Sullivan vs Regina Louro

Regra geral, sou pela suspensão, à la Manuela Ferreira Leite, da criatividade aquando da tradução de títulos de livros ou filmes. Mas quem pode permanecer indiferente à gloriosa conversão de «Elles ne se rendent pas compte» em «Elas não dão por ela»? Não me parece um milagre menor do que transformar, com um estalar de dedos, um Camembert num enchido de Portalegre.

≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡ 26.2.12

Hoagywood


The story goes that whenever Carmichael was working, William Faulkner came to the set to watch. To be so lucky. - David Thomson, The New Biographical Dictionary of Film

≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡ 24.2.12

O pouco que sabemos

Nunca encontrei nenhum texto sobre o filme To have and have not (1944)de Howard Hawks, que não fizesse qualquer referência ao romance entre Bogart e Bacall, encetado durante a sua rodagem. Aventemos, sem grande ponderação, duas possíveis razões para que isso tenha acontecido: a) esses textos não existem; b) as pessoas que ensaiaram alguma prosa sobre o filme, sem mencionar o romance entre os dois actores, foram subtilmente arrastadas para uma garagem nos subúrbios, onde lhes cortaram os dedinhos e as encarceram para todo o sempre (é muito tempo). Uma vez que não pretendo arriscar esse destino, gostava de sublinhar que foi durante as filmagens de To have and have not que Bogart e Bacall se enamoraram. E o amor, como se sabe e não se sabe, é a forma mais directa, bela, violenta, sublime e ridícula de to have e, lá está, have not.


Agora coloquem os vossos chapéus e recuem até à primeira década do século XX. Se forem bem guiados (este parágrafo serve para isso), é provável que encontrem o adolescente Hoagy Carmichael a atravessar as ruas de Indianapolis em direcção aos bordeis e speakeasies onde vai ganhando as suas primeiras experiências como pianista profissional e percebendo, de perto, como as síncopas diabólicas do ragtime podem agitar as carnes.

Apesar de Hoagy Carmichael ser sobretudo conhecido (e reconhecido) como o compositor dos clássicos Stardust, Georgia On My Mind e Heart and Soul, eu gosto bastante dele também enquanto intérprete, porque Hoagy preserva, com pinta, um lado marginal muito belo. Não naquele sentido de irreverência e insubordinação espalhafatosa. Hoagy Carmichael pertence às margens porque, sempre que ele canta, o imaginamos no fundo da sala, enquanto a vida pulsa noutro lugar, algo alheia ao ímpeto da música. Há nele uma descontracção e uma consciência da nossa fascinante irrelevância que talvez sejam um legado daqueles primeiros tempos em Indianapolis, em que o fumo e o desejo empurravam o piano para a sombra. Será, quem sabe, por isso, que esta cena quase doméstica, em que Bacall ouve uma versão ainda muito crua do tema "How little we know", nos deixa tão maravilhados. Hoagy não é um animal de palco, é o cão que dorme no nosso sofá.




Já agora: isto é cinema a sério porque a música (óptima) ganha novas cintilações só por ela estar ali, do lado esquerdo, a fazer aquilo.

≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡ 22.2.12

≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡ 13.2.12

Trilhar

Excelentíssimo senhor proprietário, em nome individual, do estabelecimento A Causa foi Modificada: em vez de gentilmente nos enxamear a rulote com as centenas de pessoas que seguem - e bem - a sua obra, é favor redireccionar a atenção para esta promissora estrutura que, julgamos nós, poderá vir a ser do seu agrado e de alguns dos seus clientes. Sem outro assunto relevante de momento (Sá Pinto?), despeço-me com amizade.

≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡ 7.2.12

Heart & Soul

Apesar da pressão mediática a que tenho vindo a ser sujeito entre refeições, e da privação de café a que a CP me condena de cada vez que viajo no intercidades, agora sem cabaré nem bar, ainda não consegui concluir, em boa consciência, se há algum fogo que não seja de artifício em Lana del Rey e nas canções de Lana del Rey (para a semana talvez tome finalmente uma posição; ou até mesmo duas, quinze, mil posições, kamasutrando sem fim neste assunto). Mas, após moderado convívio com alguns videoclips, desaparições televisivas e entrevistas de Lana, posso desde já assegurar que ela prolonga e amplifica, num insuportável tom blasé, um programa estético que representa tudo aquilo que eu não gostaria que acontecesse à música popular com guitarras eléctricas. Como diria Vasco Lourenço: não foi para isto que os Joy Division fizeram o 25 de Abril.